segunda-feira, 6 de julho de 2015

Coca-Cola remove rótulos para combater o preconceito

Coca-cola
Um assunto que está sendo cada vez mais debatido em todo o mundo é a quebra de preconceitos.
É claro que as marcas não ficam de fora da conversa e aproveitam a discussão, principalmente com a força das redes sociais, para introduzir um posicionamento a respeito do que está sendo discutido.

Para marcas mundialmente conhecidas, talvez o desafio de levantar bandeiras seja ainda maior.
A Coca Cola encontrou uma forma ousada de transmitir sua mensagem. Durante este Ramadã - nono mês do calendário islâmico, em que muçulmanos praticam um ritual de jejum - o refrigerante mais conhecido do mundo retirou o rótulo de suas latas para dizer ao público que "rótulos são para latas, não para pessoas".
A ideia da campanha "Remova rótulos neste Ramadã", produzida pela FP7/DBX dos Emirados Árabes, é combater estereótipos e preoconceitos, mostrando que, ao subtrairmos certas "marcas" como a religão e os costumes, somos todos essencialmente iguais.
Veja as imagens:

Coca-cola


Coca-cola



Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/coca-cola-remove-rotulos-para-combater-o-preconceito

Data: 06/07/2015 11:59

Justiça de SP decide manter cobrança por sacolinha plástica

Modelo da nova sacola plástica que supermercados da capital paulista deverão utilizar


São Paulo - A Justiça negou pedido de liminar da Prefeitura de São Paulo que visava a impedir a cobrança na distribuição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais na cidade.
Para o Poder Judiciário, supermercados e lojas que cobram pela sacolinhas não cometem irregularidade - nem se verificou preço excessivamente alto do produto.
A Prefeitura havia ingressado com a ação em 29 de abril e sustentava que a cobrança das sacolas era um "empecilho para qualquer programa de reciclagem".

A decisão da Justiça foi tomada nesta segunda-feira, 6, e derruba mais uma tentativa de barrar a cobrança pelos novos modelos de sacolinhas para mercadorias.
Na visão do juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1.ª Vara da Fazenda Pública da capital, o preço do produto nos estabelecimentos não é alto.
"Não se verifica onerosidade excessiva, ante o diminuto valor cobrado. A cobrança não é compulsória, tendo o consumidor sempre a opção de acondicionar os produtos por meios próprios", expôs na decisão.
A Prefeitura não quis se manifestar sobre a decisão do magistrado.
No início da proibição da distribuição da antiga sacola branca, que passou a valer a partir do dia 5 de abril, entidades de defesa do consumidor protestaram contra o pagamento pelas sacolas, que chegava a superar R$ 0,30.
Atualmente, supermercados cobram entre R$ 0,08 e R$ 0,15. Para negar a liminar, o juiz também declarou não ter enxergado danos ao meio ambiente.
"A prova carreada aos autos até o momento não indica que a cobrança de tais sacolas reutilizáveis traga prejuízo ao meio ambiente."
O pedido da Prefeitura tinha como ponto central a importância das sacolas nas cores verde e cinza para a política municipal de reciclagem.
O Executivo sustentou na ação que, "ao cobrar pelas sacolas reutilizáveis, o comércio varejista desestimula a política municipal de reciclagem".
O texto explicava que o comerciante, que deveria contribuir para o combate à degradação ambiental, "age no sentido de repassar integralmente ao consumidor o custo dessa reparação".
Acrescentava ainda: "Mais que isso: não colabora (a rigor, 'joga contra') com o poder Municipal".
Conscientização
Para o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Paulo Pompilio, a cobrança das sacolas é uma forma de chamar a atenção para a causa ambiental.
"Temos trabalhado muito para diminuir o impacto das nossas atividades no meio ambiente. A redução do uso das sacolas plásticas é um dos desafios do setor", disse, sem comentar especificamente o teor do processo que a Prefeitura move contra a Apas.
Pompilio relatou ter notado a diminuição do uso das sacolas plásticas desde abril, quando foi proibida a distribuição das antigas sacolas brancas.
"Quando vamos na loja, já vemos muito mais gente levando suas próprias sacolas. É um engajamento para diminuir esse impacto no meio ambiente", acrescentou.
A proibição da distribuição das antigas sacolas brancas e o fornecimento das novas sacolas ecológicas foi envolta em polêmica por parte de entidades de órgãos de defesa do consumidor.
Antes de julgar o processo da Prefeitura, o magistrado expôs que outras duas ações civis públicas tramitaram também visando a barrar a cobrança com base na defesa do consumidor, já que o preço seria excessivo. Nas duas, o pedido foi negado.
O pedido da Prefeitura se diferenciava por levantar argumentação do ponto de vista ambiental e a importância das sacolas para o programa de reciclagem.
Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/justica-de-sp-decide-manter-cobranca-por-sacolinha-plastica
Data: 06/07/2015 21:36

domingo, 5 de julho de 2015

Samsung é processada por aplicativos pré-instalados

Segundo a Samsung, a tecnologia poderia ser implementada em novos produtos em um período de até três anos

O hábito de incluir uma série de aplicativos “de fábrica” em seus smartphones e tablets parece não ter agradado os clientes da Samsung na China.
Tanto que, de acordo com o site local ShanghaiDaily, a empresa coreana – junto com a fabricante chinesa Oppo – foi processada pela Comissão de Proteção aos Direitos do Consumidor, em Xangai, por encher os aparelhos do que é chamado também de “crapware”.
A comissão, de acordo com a reportagem, analisou vinte smartphones, e colocou como principal culpado o Galaxy Note 3 e o Oppo Find 7a. O telefone da marca coreana vem com 44 apps pré-instalados, enquanto o da empresa chinesa vem com ainda mais assustadores 71 deles.

A lista de aplicações inclui dicionários, programas de compras online e uma ampla variedade de games, como donos de aparelhos da Samsung sabem bem.
O grande problema aqui é que as duas empresas não deixavam claro aos compradores que os aparelhos já vinham com todos esses aplicativos, o que infringe os direitos locais do consumidor. Além disso, os apps são irremovíveis e, em alguns casos, consomem os planos de dados, o que torna a situação ainda mais problemática.
“Esperamos que esse processo force as outras empresas do setor a acabar com essa prática inadmissível, porém comum”, disse à publicação Tao Ailian, secretário geral da comissão. “É algo que é muito necessário para o desenvolvimento saudável da indústria.”

Situação diferente

Ao contrário do que acontece por aqui ou mesmo nos EUA, os aparelhos com Android vendidos na China não vêm equipados com nenhum app do Google.
A solução que as fabricantes encontram, portanto, é criar as próprias lojas virtuais, apelar para apps desenvolvidos internamente ou recorrer a outras empresas, como o Baidu. Uma prática até nobre, não fosse pelo fato de que os programas nem sempre podem ser removidos.
Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/samsung-e-processada-por-aplicativos-pre-instalados
Data: 05/07/2015 15:45

Sem acordo, Mercedes põe 7 mil em férias coletivas

Logo da Mercedes-Benz
São Paulo - Trabalhadores da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) não aceitaram a proposta feita na quinta-feira pela empresa de redução da jornada de trabalho em 20% e dos salários em 10% por um ano.
O plano, defendido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, teria como contrapartida a garantia de empregos também por um ano. A empresa alega que, por causa da queda nas vendas, tem 2 mil trabalhadores excedentes, de um total de 10 mil, incluindo pessoal administrativo.
A proposta foi avaliada por meio de votos secretos e a rejeição foi "por ampla maioria", segundo informou o sindicato ontem. Com a decisão, a empresa afirmou que "terá de buscar outras alternativas frente a um excedente de 2 mil pessoas na fábrica".

Ontem mesmo a empresa deu férias coletivas a 7 mil trabalhadores da produção. As linhas de montagem de caminhões, ônibus e componentes ficarão paradas até o dia 17.
O sindicato informou que, por enquanto, as negociações estão interrompidas "e não há previsão de reunião com a empresa".
A proposta rejeitada incluía também a aplicação de apenas metade do reajuste salarial pela inflação (INPC) na data-base da categoria, em maio do próximo ano. Em acordo anterior, os trabalhadores já haviam aceitado abrir mão do aumento real (acima da inflação).
Outro item que estava na proposta era a abertura de um programa de demissão voluntária (PDV) para aposentados e trabalhadores com estabilidade. Nas vagas dos que aderissem, a Mercedes iria recontratar parte dos 300 trabalhadores demitidos em maio (de um grupo de 500, dos quais 200 saíram em PDV). Parte do grupo de demitidos está acampada próximo à fábrica há quase um mês.
Na quinta-feira, o diretor do sindicato, Moisés Selerges, já havia afirmado que a negociação com a empresa tinha sido muito dura e considerava que a proposta era "a possível para este cenário de crise".
Desde o ano passado a Mercedes tem adotado medidas como lay-off (suspensão de contratos de trabalho por cinco meses), férias coletivas, folgas e semana reduzida de trabalho.
No primeiro semestre, as vendas totais de caminhões caíram 42% em relação a igual período de 2014, para 37,4 mil unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O segmento de ônibus caiu 25%, para 11,7 mil unidades. As vendas da Mercedes, que é vice-líder do mercado em caminhões e líder em ônibus, caíram em proporções semelhantes.
Somando automóveis e comerciais leves, as vendas totais de veículos na primeira metade do ano atingiram 1,318 milhão de unidades, 20,7% a menos do que em igual intervalo de 2014. Foi o pior resultado para o período em oito anos.
Programa
O setor automotivo aguarda para a próxima semana a publicação de uma Medida Provisória estabelecendo o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), prometido pela presidente Dilma Rousseff.
Ele prevê a redução em até 30% da jornada e igual porcentual para os salários, mas metade desse corte seria bancado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), responsável pelos pagamentos do seguro-desemprego, abono salarial e de parte dos salários de trabalhadores em lay-off.
No meio sindical, a defesa é para que os salários sejam reduzidos pela metade do porcentual do corte da jornada, Ou seja, se a jornada diminuir 30%, os salários cairiam 15% e seriam totalmente bancados pelo FAT.
Empresas e sindicatos dizem que o custo seria inferior ao do pagamento do seguro-desemprego. Além disso, impostos continuariam a ser recolhidos porque o trabalhador mantém vínculo com a empresa. No lay-off, os contratos são suspensos e a empresa deixa de recolher INSS e FGTS do trabalhador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/sem-acordo-mercedes-poe-7-mil-em-ferias-coletivas
Data: 04/07/2015 08:24

quarta-feira, 1 de julho de 2015

As 5 melhores perguntas feitas para Mark Zuckerberg

Perguntas e respostas



Perguntas e respostas

São Paulo - Desde 2014, Mark Zuckerberg realiza rodadas esporádicas de perguntas e respostas em seu perfil no Facebook. Nesta terça-feira (30) o cofundador da rede social respondeu aleatoriamente celebridades, internautas e cientistas durante uma hora.
A INFO acompanhou a publicação e selecionou as melhores perguntas feitas para o presidente do facebook
Veja quais foram elas a seguir.

1. A definição da felicidade

O usuário Kirti Sharma perguntou qual era a definição da felicidade? E como isso evoluiu para você durante os anos?
Simpático, Zuckerberg não hesitou em responder a questão e ainda disse que era uma ótima pergunta. "Para mim, a felicidade é fazer alguma coisa que tenha o propósito de ajudar as pessoas, algo que eu acredite e que as pessoas que eu amo também", comentou.
O CEO do Facebook ressaltou que é necessário diferenciar felicidade de diversão. "As pessoas confundem felicidade com diversão. Eu não acredito que seja possível se divertir todos os dias. Mas acredito que é possível fazer algo para ajudar as pessoas diariamente", disse.
Por fim, ele termina a resposta. "Conforme envelheci, aprendi a apreciar meus relacionamentos - minha esposa, parceiros de trabalho e meus amigos mais próximos. Ninguém consegue construir algo sozinho. E, por isso, relacionamentos duradouros são tão importantes", destacou.

2. E se um dia não existisse mais o Facebook?

Aakah Chaudhary fez uma questão hipotética para Zuckerberg, que respondeu de forma simples e direta.
Chaudhary: "Como você reagiria se um dia acordasse e não existisse mais o Facebook?".
A resposta simples de Zuckerberg teve mais de 1.500 curtidas. "Construiria um :)", disse.

3. Curiosidades da ciência

Com o seu mecanismo de comunicação, desenvolvido pela Intel, o físico Stephen Hawking questionou sobre a teoria de tudo. "Eu gostaria de saber a resposta para a teoria de tudo e outras forças do Universo. E quais questões da ciência você gostaria de saber a resposta e por quê?".
Enfático, o CEO do Facebook disse ser uma boa pergunta, porém, seu interesse maior está relacionado aos seres humanos.
"Estou mais interessado nas pessoas. Exemplo, o que vai nos permitir viver para sempre? Como vamos curar todas as doenças? Como o cérebro funciona? Como podemos aprender mais no trabalho e capacitar os seres humanos a aprenderem um milhão de vezes mais?", questionou.
Ele ainda destacou sobre uma curiosidade científica sobre as relações interpessoais. "Também tenho curiosidade de saber se existe uma teoria subjacente ou uma lei matemática que regula as relações sociais humanas que definem com quem devemos nos preocupar e por qual razão. Aposto que existe", disse.

4. Salário

O usuário Joe Byer teve mais de 200 curtidas em sua pergunta financeira. "Por que você definiu seu salário para 1 dólar?"
A resposta de Zuckerberg - até o momento da publicação dessa matéria - teve mais de 3 000 curtidas. "Já ganhei bastante dinheiro. Agora, estou focado apenas em fazer coisas positivas com o que já tenho. E a principal maneira para que eu ajude o próximo é por meio do Facebook -- dando poder às pessoas para compartilharem e se conectarem com o mundo. Também foco na minha educação, saúde e filantropia fora da rede social", destacou.
Para o presidente do Facebook, muitas mortes no mundo poderiam ser evitadas se essas pessoas tivessem as oportunidades que merecem. "Há muitas coisas no mundo que precisam ser corrigidas, e eu tenho sorte de ter oportunidade de trabalhar para corrigir algumas delas."

5. Atividades físicas

O ator de Exterminador do Futuro Arnold Schwarzenegger também participou da rodada de perguntas para o fundador do Facebook. "Mark, sempre digo para as pessoas que ninguém é tão ocupado que não possa realizar atividades físicas, principalmente se o Papa e o Presidente dos Estados Unidos conseguem se exercitar".
"Atualmente, você é um dos caras mais influentes do planeta e os jovens se espelham mais na sua pessoa do que no Papa. Então, me diga, como você encontra tempo para treinar e qual é a sua rotina?", perguntou.
E para não esquecer que o quinto filme da série Exterminador do Futuro estreia no dia 2 de julho, o ator fez uma pergunta relacionada à inteligência artificial. "Aliás, as máquinas vão ganhar?"
Zuckerberg não deixou de responder a pergunta que foi a mais curtida da publicação, com 5 773 curtidas. "Ficar em forma é muito importante. Comece a fazer algo que consuma energia, e isso deixará você mais disposto depois.", disse.
O CEO da rede social revelou que gosta de praticar esportes ao ar livre. "Gosto de treinar pelo menos três vezes por semana, principalmente depois que acordo. Sempre que posso, corro com o meu cachorro o que, além de tudo, é divertido, já que ele parece um espanador correndo", comentou.
Para responder a última pergunta de Schwarzenegger, ele simplesmente disse que as máquinas não vão ganhar e adicionou um emoticon sorrindo, em uma referência à saga Exterminador do Futuro.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-5-melhores-perguntas-feitas-para-mark-zuckerberg#6
Data: 30/06/2015 22:00

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Como falar de seus pontos fracos numa entrevista de emprego?

São Paulo - Não é uma questão de arrogância. Muitos candidatos acham difícil falar sobre seus pontos fracos numa entrevista de emprego simplesmente porque não têm autoconhecimento suficiente.
Na opinião de Claudia Troca, gerente da consultoria Robert Half, ficar em silêncio ou mencionar qualidades disfarçadas de defeitos - como se o único problema fosse ser dedicado demais ao trabalho, por exemplo - não significa que você seja cego às suas próprias limitações.
“Se a pessoa hesita ou precisa recorrer a clichês, o que nos mostra é que não sabe muito sobre si mesma”, afirma ela. “Perfeccionista” e “workaholic", aliás, são as palavras que a recrutadora mais ouve da boca dos candidatos. 

De acordo com Ricardo Rocha, gerente executivo da consultoria Michael Page, muitos candidatos dão respostas vagas ou superficiais porque vão para a entrevista sem se preparar para a famigerada pergunta.
Para falar das suas fraquezas com exatidão e propriedade, explica ele, é preciso fazer previamente um exercício de autoanálise. Colher e analisar feedbacks de colegas e chefes também é indispensável.
“A pergunta serve não apenas para realmente saber quais são os seus pontos negativos, mas também para testar o seu nível de autoconhecimento”, diz Ricardo. “Mostrar que você pesquisou e refletiu sobre as suas próprias falhas é muito importante”.
Diga tudo
Mas será que sinceridade total é uma boa ideia? Para Claudia, a resposta é sim. Colocar todas as cartas na mesa, diz ela, é a opção mais honesta e produtiva para ambas as partes.
Se você omite a sua dificuldade para gerir pessoas, por exemplo, esse problema aparecerá em algum momento depois que você for contratado. Qualquer falsa expectativa criada na entrevista acaba cobrando seu preço mais tarde.
Ainda assim, observa Ricardo, um filtro é necessário: o contexto. “Não cabe falar de defeitos de ordem pessoal ou citar a falta de uma qualificação que não é exigida para a vaga”, afirma.
Próximos passos
Os recrutadores também consideram essencial que o candidato não apenas mencione e descreva suas fraquezas, mas também diga o que está fazendo para saná-las.
O ideal é falar sobre o histórico da questão: como e quando ela foi observada, quais foram os feedbacks que você recebeu a respeito dela, bem como momentos em que você conseguiu superá-la na prática.
Segundo Ricardo, o candidato deve mostrar a evolução de seus pontos fracos, com destaque para as providências que já tomou - e ainda vai tomar - para reagir ao problema. 
Se você não tem uma determinada competência técnica relevante para a empresa, por exemplo, pode mencionar que pretende se matricular num curso sobre o assunto, diz o gerente da Michael Page.
Para Claudia, o mais importante é demonstrar disposição para se aperfeiçoar. “O candidato ideal sabe muito bem quais são os seus pontos negativos e já tem um plano de ação para contorná-los”, afirma.
Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-falar-de-seus-pontos-fracos-numa-entrevista-de-emprego
25/06/2015 06:00

domingo, 14 de junho de 2015

Depressão em gestantes pode retardar crescimento do bebê



Mulher grávida


O que desencadeia estresse em gestantes, como violência e depressão, pode provocar retardo no crescimento do bebê ainda no útero. Esse é um dos resultados de uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que acompanhou a gravidez de 900 mulheres do bairro Butantã, na capital paulista.
O objetivo do projeto é identificar fatores associados a um bom ou mau desenvolvimento de crianças – do nascimento à idade pré-escolar – do ponto de vista de saúde orgânica e mental.
O estudo mostrou alta prevalência de depressão (quase 30%), além de quadros de ansiedade (16%). Foi identificado que 27% das mulheres sofreram algum tipo de violência na gestação (física, psíquica ou sexual).

“Uma em cada quatro mulheres sofre uma situação como essa. A partir daí, identificamos que as crianças, cujas mães passaram por situações de estresse psicossocial, nasciam com peso inadequado para a idade gestacional”, explicou o coordenador da pesquisa, Alexandre Ferraro, professor da USP.
Ferraro destaca que o baixo peso e a altura insuficiente do bebê têm reflexo também na vida adulta. Segundo ele, pesquisas apostam em aumento nas chances dessa pessoa, quando adulta, ser hipertensa, diabética, obesa, ter câncer e desenvolver doenças mentais.
“Estamos vendo algo que está piorando o estado nutricional da criança quando nasce, mas isso não tem efeito só no nascimento, mas vai aumentar a chance desse indivíduo ter os principais problemas de saúde hoje presentes”, apontou.
O estudo analisou o impacto dos fatores de estresse por volta dos 6 meses de idade e constatou-se que o desenvolvimento cognitivo e de linguagem eram comprometidos por experiências que a mãe teve na gestação.
As crianças com esta idade apresentavam uma frequência de atraso na linguagem de 8%, no desenvolvimento motor de 11% e cognitivo de 3%, sendo que a depressão e o uso de álcool e drogas durante a gestação contribuíram de forma significativa com o atraso.
O professor avalia que é preciso ampliar os aspectos observados no pré-natal para favorecer um acompanhamento integral da mulher e prevenir os futuros impactos de fatores a que a mãe foi exposta para a criança.
“A mensagem desta pesquisa é: você está preocupado com a saúde do bebê e as suas consequências quando o bebê virar adulto? Então preste atenção na mãe”, disse Ferraro.
O médico comemora o fato de os pré-natais terem se massificado no país, mas acredita que é preciso avançar. “Isso significa preparo dos nossos profissionais de saúde para observar coisas que até então não costumavam prestar atenção”, declarou.
O projeto, que envolve os departamentos de pediatria e psiquiatria, contou com 20 psicólogas para aplicação dos questionários. A maioria das mulheres participantes da pesquisa (70%) pertencem à nova classe C.
A pesquisa, iniciada em 2011, está em curso. Nos próximos quatro meses, serão analisados dados referentes ao primeiro ano de vida e no próximo ano, os relativos ao segundo ano de vida. Entre os aspectos analisados, estão informações sobre o relacionamento da mãe com o bebê e o desenvolvimento físico e mental da criança.
“Serão observados aspectos de desenvolvimento motor, cognitivo, de linguagem que vão dar algumas pistas de como vai chegar na escola esta criança, cujas mães sofreram situações de estresse psicossocial”, apontou. 
Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/depressao-em-gestantes-podem-retardar-crescimento-do-bebe
Data: 13/06/2015 17:22

Casos de doenças cardíacas aumentam no inverno



Infarto, ataque do coração


Brasília - O inverno está associado ao aumento dos casos de doenças cardíacas e da mortalidade cardiovascular, alerta o diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Claudio Tinoco: estudos mostram que a cada queda de dez graus de temperatura, há aumento da incidência de complicações cardíacas em torno de 30% a 40%.
Alguns motivos contribuem para isso. O primeiro é o aumento das infecções respiratórias que ocorrem na época do inverno. Gripes e resfriados provocam uma sobrecarga no sistema circulatório. “O coração tem que trabalhar mais, bombear mais sangue para atender às necessidades. Além disso, a infecção agride os vasos na sua superfície de recobrimento mais interno, chamado endotélio, e este fica mais vulnerável a processos de trombose, seja o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, seja o infarto do miocárdio ou ataque cardíaco”, diz o médico.
Tinoco adverte que as pessoas com problemas cardíacos, como a dilatação das câmaras do coração, que leva a uma diminuição do funcionamento do órgão, também têm maior taxa de internações no inverno, devido a essas infecções respiratórias e, em consequência, maior mortalidade.

O frio leva ainda a um fenômeno chamado vasoconstrição. “Os vasos ficam contraídos para impedir a perda do calor. Por isso, é comum as mãos e a ponta do nariz das pessoas ficarem geladas no período do inverno, porque os vasos contraem, para manter o sangue circulando na parte central do corpo e que não haja perda de calor”. Essa vasoconstrição leva também a uma sobrecarga do coração, que passa a trabalhar com mais força, para atender às necessidades cardíacas.
Outro problema observado no inverno é que as pessoas tendem fazer uma alimentação mais pesada, com excedente de álcool. O diretor da Socerj assegurou que a soma de todos esses fatores acaba aumentando o risco das arritmias, do infarto e outras complicações cardíacas. Para evitar esses problemas, disse que uma das coisas mais importantes é que as pessoas sigam as orientações do seu médico clínico ou cardiologista e façam os exames preventivos.
O controle rigoroso da pressão arterial, evitar o tabagismo, fazer atividades físicas, controlar a glicose, o peso e o colesterol são a base de uma saúde adequada. Esses cuidados se somam a outros na época do inverno. “Como o frio aumenta as complicações cardíacas, a gente recomenda que as pessoas evitem se expor desnecessariamente a temperaturas muito baixas, sem proteção, em atividades ao ar livre, especialmente se forem pessoas que têm problemas cardíacos.
Outra recomendação direcionada à população mais idosa, acima de 70 anos, é a vacinação contra a gripe no período que antecede o inverno. Tinoco alertou que a campanha de vacinação do governo teve uma adesão baixa da população, mas protege não só das infecções respiratórias, como das complicações, das quais a mais temida é a pneumonia. “Também diminuem as complicações cardiovasculares quando as pessoas fazem vacinações”.
O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Pedro Pablo Komlós, alertou que também o sistema vascular pode ser afetado na época do inverno. No tocante às veias ou varizes, que têm a característica de se dilatarem no verão, gerando inchaço das pernas, sensação de peso e cansaço, os sintomas tendem a melhorar no inverno. Já no que diz respeito às artérias, que levam o sangue limpo, cheio de oxigênio, do coração para as extremidades do corpo, o frio pode causar um estreitamento dos vasos, principalmente quando há deficiências. “Quando o sistema é normal, as extremidades não sentem tanto”.
Pedro Komlós disse que há algumas doenças funcionais que dependem de maior dilatação ou constrição dos vasos. Entre elas, destacou a Doença de Raynaud, que se caracteriza por palidez cadavérica de extremidades, que ocorre em especial em pessoas com grande sensibilidade ao frio. Essa palidez é passageira e se manifesta mais no Rio Grande do Sul do que em estados de temperatura temperada, como o Rio de Janeiro. “Os problemas arteriais é que têm os sintomas agravados com o frio”. Não há, porém, risco direto de morte para esses pacientes, descartou.
A recomendação da SBACV é que os pacientes portadores de doenças arteriais, principalmente no início do inverno, mantenham as extremidades aquecidas, evitem contraste brusco de temperaturas e traumatismos maiores nas extremidades porque, com a diminuição do fluxo arterial, isso pode ter uma evolução mais agressiva. “Mas, fundamentalmente, que se mantenham em controle com um especialista”, concluiu.
Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/casos-de-doencas-cardiacas-aumentam-no-inverno    -   Data: 13/06/2015 16:30

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Inscrições para o Sisu começam nesta segunda-feira

Processo seletivo usa

a nota do Enem 2014 

e reúne 55 mil vagas para 72 instituições


Sisu é o programa federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
Sisu é o programa federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)


Começam nesta segunda-feira as inscrições para a edição de meio de ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), plataforma do Ministério da Educação que reúne vagas no ensino superior público. O prazo termina às 23h59 da próxima quarta, dia 10. O cadastro é gratuito e feito exclusivamente no site do Sisu 2015.
A edição deste ano do Sisu vai oferecer 55.576 vagas em 72 instituições públicas de ensino superior de 25 Estados do país. Somente Amazonas e Mato Grosso não têm vagas abertas pelo sistema.
Seleção - Para se cadastrar no Sisu do segundo semestre, o estudante precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014. Outro pré-requisito é que o candidato não tenha zerado a prova de redação. Ao fazer a inscrição, é possível escolher até duas opções de curso, na ordem de preferência. O resultado da seleção será divulgado em 15 de junho em uma única chamada e a matrícula deverá ser feita na instituição de ensino nos dias 19, 22 e 23 de junho.
Durante o período de inscrição, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte, que é a menor nota para ficar entre os potencialmente selecionados para cada curso, com base no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. A nota é apenas uma referência e não uma garantia de que o estudante será selecionado. Até o fim do período de inscrição, o candidato pode mudar de opção de curso. Quem não conseguiu uma vaga na chamada regular pode participar da lista de espera se inscrevendo na página do Sisu, na internet, entre os dias 15 e 26 de junho.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/inscricoes-para-o-sisu-comecam-nesta-segunda-feira   -     - Atualizado em 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dilma afundou a economia e Lula acha que vai sobrar para ele


A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula


São Paulo - Têm ampla circulação, nas salas onde se conversa a portas fechadas, os comentários de que o ex-presidente Lula estaria plenamente insatisfeito com o desempenho de sua sucessora, Dilma Rousseff, à frente do governo.
Lula, segundo se repete nos círculos à sua volta, não está feliz com quase nada do que tem visto, mas o foco central de seu descontentamento é a gestão atroz da economia durante estes quatro anos e meio da presença de Dilma no Palácio do Planalto — logo ela, Dilma Rousseff em pessoa, que seu criador descrevia como uma gerente “excepcional”, capaz de proezas administrativas que iriam deixar o planeta em transe de admiração.
Durante algum tempo, Lula fez bravos esforços para acreditar na fantasia da “gerentona”, pelo menos nos discursos. Mas quem diz economia diz resultados, e os resultados que Dilma tem posto à mesa são exatamente os que estão aí na frente de todo mundo — uma gororoba de números horrorosos que acaba com qualquer boa vontade em relação à cozinheira.

Ninguém gosta, é claro, mas o ex-presidente parece gostar menos do que todo mundo. Pelo que se murmura em suas vizinhanças, Lula começa a ficar com a impressão de que a performance econômica de Dilma pode causar avaria grossa em sua biografia; ela estaria “estragando” tudo aquilo que ele imagina ter construído.
A má notícia, aí, é que Lula pode estar certo. O atual governo ainda tem três anos e meio de contrato a cumprir — e, se de um lado isso significa que ainda há tempo para uma recuperação, também está perfeitamente claro que a caminhada até o fim do mandato vai demorar um colosso.
O que se tem à vista, no momento, não é de animar. O problema não está propriamente na ação do governo; ao contrário, o comando econômico, de janeiro para cá, tem agido de maneira consistente, profissional e aplicada contra o desastre arquitetado e executado com pertinácia pelo Palácio do Planalto desde 2011.
Tenta tomar as medidas necessárias para lidar com a situação objetiva que está aí; trabalha dentro de uma racionalidade desconhecida pela política econômica dos quatro primeiros anos do governo Dilma.
O problema está na evidência de que ao Brasil, com os problemas que tem hoje, não basta escapar do abismo — é preciso construir um futuro, e disso não há sinal. Nada do que possa levar ao progresso verdadeiro está em consideração pelos gestores da economia nacional, e nada indica que venha a estar em prazo próximo.
Os receios de Lula quanto à possível desconstrução de sua imagem ganham reforço com a divulgação, a cada mês, dos números doentes do balanço de contas externas — um dos setores da economia que mais brilharam em seu governo e colocaram o Brasil provavelmente na melhor situação cambial de sua história econômica.
Em seus oito anos na Presidência, Lula viu a balança comercial ter superávit oito vezes seguidas. No ano passado, as exportações brasileiras ficaram abaixo das importações em 4 bilhões de dólares — não se via isso desde 2000, o último ano em que o país teve déficit na balança comercial.
Na conta maior, a do balanço de pagamentos, a coisa está pior. Os últimos números, referentes ao mês de abril de 2015, mostram um déficit de 7 bilhões de dólares no total das transações externas do Brasil; até o fim do ano, o rombo deve chegar a 85 bilhões.
Não se trata de um percalço transitório, e sim da consequência direta de decisões econômicas e políticas claramente ineptas, tanto na frente interna quanto nas relações do país com o exterior. A evidência disso é o déficit de 105 bilhões de dólares no balanço de pagamentos de 2014, o maior que o Brasil jamais teve. Não existe acaso em catástrofes desse tamanho.
Lula sabe que os cerca de 370 bilhões de dólares que o Brasil tem em reservas cambiais no momento, e que nos separam de uma situação de insolvência em moeda forte, foram originados pelo sucesso das contas externas brasileiras durante seu governo. Não quer, é óbvio, ver essa poupança indo para o espaço.

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1091/noticias/pode-sobrar-para-ele - 03/06/2015 18:00