Juntas, empresas produzem cerca de um terço da cerveja mundial. Com a compra bilionária, a AB InBev abre caminho na África.
SABMiller é a segunda maior cervejaria do mundo e dona de marcas como Miller, Peroni e Grolsch (Foto: AP)
A britânica SABMiller, número dois do mundo no setor de cervejas, aceitou a última oferta de compra da líder do setor, a AB InBev, de capital belga e brasileiro, pelo equivalente a US$ 109 bilhões (96 bilhões de euros). Se ao valor da compra for adicionada a dívida do grupo, a SABMiller fica avaliada em quase 80 bilhões de libras (US$ 122 bilhões ou 108 bilhões de euros).
Uma vez aprovada pelas autoridades de concorrência, a fusão poderá ser a terceira maior da história e a maior aquisição de uma companhia britânica.
O grupo com sede em Londres explicou que o Conselho de Administração alcançou um acordo com a AB InBev, segundo o qual a empresa número um do mundo pagará por cada ação da SABMiller 44 libras esterlinas. Isso eleva o valor da companhia britânica a 71,2 bilhões de libras (109 bilhões de dólares).
A SABMiller disse que pediu uma extensão de duas semanas do prazo estabelecido para que sua rival anuncie uma intenção firme de fazer a oferta. O novo prazo é 28 de outubro.
Se a transação for concretizada como o previsto, o novo grupo incluirá as marcas de cerveja americana Budweiser e belga Stella Artois, pertencentes à AB InBev, assim como a italiana Peroni, a tcheca Pilsner Urquell e a holandesa Grolsch da SABMiller. No Brasil, a AB InBev controla indiretamente a gigante Ambev, dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica e Quilmes.
Um grupo combinado terá valor de mercado de cerca de US$ 275 bilhões, segundo a Reuters, e combiná a dominância da AB InBev na América Latina com a forte presença da SABMiller na África, ambos mercados de rápido crescimento, assim como suas cervejarias na Ásia.
Linha de produção da SAB Miller (Foto: Arquivo/Siphiwe Sibeko/Reuters)
Com esta compra bilionária, a AB InBev abre caminho na África, particularmente na África do Sul, onde a SABMiller nasceu há 120 anos.
O preço de compra representa uma valorização de 50% na comparação com a cotação do título em 14 de setembro, antes dos boatos sobre uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) que elevaram o preço, destacou o Conselho de Administração da SABMiller.
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Para obter o acordo, a AB InBev teve que aumentar quatro vezes sua oferta, recorda o Conselho em um comunicado.
As partes concordaram que a AB InBev pagará uma taxa de rompimento de US$ 3 bilhões à SABMiller caso a transação fracasse devido a significativas questões regulatórias ou por falta de apoio dos acionistas da AB InBev.
O grupo de cigarros Altria, um dos principais acionistas da SABMiller com cerca de 27% de participação, afirmou estar satisfeito com a notícia de que a cervejaria está inclinada a aceitar a nova oferta da rival.dólares.
A Altria tem cerca de 27 por cento de participação na SABMiller.
Bilionário brasileiro por trás do negócio
A AB InBev é parcialmente controlada pelo fundo de private equity 3G Capital, administrado por investidores brasileiros, e controla indiretamente a brasileira Ambev.
A AB Inbev tem entre os seus donos os brasileiros Jorge Paulo Lemann ( homem mais rico do Brasil), Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.
Dono do fundo 3G Capital e sócio da AB Inbev, Lemann tem feito negócios em parceria com a Berkshire Hathaway, de Warren Buffet, como a compra da Heinz e fusão da companhia com a Kraft Foods.
Gigante belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev (AB inBev) é maior fabricante de cervejas do mundo (Foto: Reuters)
3ª maior fusão da historia
Confira as 5 maiores fusões/aquisições da história, segundo a empresa de consultoria Dealogic:
1ª O grupo britânico de telecomunicações Vodafone adquire em 1999 a alemã Mannesmann por 172 bilhões de dólares, incluindo a dívida.
2ª Em 2013, a Vodafone vende 45% de sua participação na Verizon Wireless à gigante americana das telecomunicações Verizon por 130,1 bilhões de dólares.
3ª A britânica SABMiller aceita em outubro de 2015 a oferta de compra da AB InBev, de capital belga e brasileiro, avaliada, segundo a Dealogic, em 122 bilhões de dólares, incluindo a dívida.
4ª Em 2000, a americana Time Warner anuncia uma fusão com a compatriota AOL por 112,1 bilhões de dólares, símbolo dos primeiros excessos das empresas ponto.com. As duas empresas se separaram em 2009.
5ª A farmacêutica americana Pfizer adquire em 1999 a rival Warner Lambert por 111,8 bilhões de dólares, incluindo a dívida. A Pfizer se tornou pouco depois a maior empresa farmacêutica mundial.
Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/10/sabmiller-aceita-oferta-de-compra-da-ab-inbev-por-us-109-bilhoes.html - 13/10/2015 07h10 - Atualizado em 13/10/2015 12h09
O juiz pousou o olhar no sem-abrigo acusado de dormir em frente a um edifício de
escritórios na Baixa de Washington. Era um sábado à tarde do início de Abril e no
Tribunal de Instância Superior, diante do juiz Thomas Motley, estava Alfred
Postell, diagnosticado com uma esquizofrenia. Postell tinha o cabelo um pouco
comprido e grisalho. A barriga saía-lhe das calças. A barba estava desalinhada.
“Tem o direito de permanecer em silêncio”, disse-lhe um oficial, de acordo com a
transcrição da acusação. “Qualquer coisa que diga, sem ser ao seu advogado,
pode ser usada contra si.” “Eu sou advogado”, respondeu Postell. Motley ignorou aquela declaração bizarra, pesando se Postell, acusado de invasão de propriedade, apresentaria risco de fuga. “Tenho de voltar [à barra]”, protestou Postell, oferecendo uma explicação: “Passei o exame na Catholic University, fui admitido no Constitution Hall. Prestei juramento como advogado no Constitution Hall em 1979; licenciei-me em Harvard em 1979.”Isto já chamava a atenção de Motley. Também ele se licenciara na Faculdade de Direito de Harvard em 1979. “Sr. Postell, eu também”, disse-lhe Motley. “Eu lembro-me de si.”
Este sem-abrigo — que guarda os seus pertences em sacos de plástico brancos,
vagueia por um cruzamento da Baixa e às vezes dorme numa igreja — estudou
juntamente com o chefe do Tribunal Supremo, John G. Roberts, e o antigo
senador do Wisconsin Russ Feingold. Todos eles se licenciaram em Harvard
em 1979. Motley (que não quis ser entrevistado para este artigo) fez uma breve pausa antes de concluir: “Não tenho qualquer escolha neste caso.” Ordenou que o antigo colega fosse para a prisão até que as acusações contra ele estivessem resolvidas.
Numa cidade com milhares de sem-abrigo, é possível que Postell seja o mais
qualificado deles todos. Diplomas, prémios e certificados enchem um armário
no apartamento da sua mãe, como artefactos enterrados de uma vida perdida.
Tem três licenciaturas: Contabilidade, Economia e Direito.
Numa noite de Verão, senta-se dentro de um McDonald’s, com uma toalha branca
enrolada na cabeça como um turbante. Ouvi-lo falar da sua vida é como irromper
num sonho. Ao princípio tudo parece normal. Mas rapidamente as coisas entram
no caos. A cronologia vem aos soluços. Pensamentos incongruentes colidem uns
com os outros. “Charleston”, diz ele, “eu tinha propriedades lá, na cidade.
Os campos de algodão ficavam fora dos limites da cidade. Os campos de algodão:
ficavam fora dos limites da cidade. Apanhei algodão uma única vez na minha vida.
Mas os campos de algodão ficavam para lá dos limites da cidade. Eu vivia dentro
da cidade. Tínhamos propriedades lá. Herdámos a propriedade. Pouco depois,
conduzi até San Diego, Califórnia. Estava apaixonado por uma rapariga.”
Todas estas frases remetiam para o mesmo ponto. Ancoravam Postell nas águas
turbulentas da esquizofrenia. Postell, dizia ele a si próprio e aos outros, tinha
estudos. Trabalhava duramente. Saía-se bem.
Nasceu em 1948, único filho de uma mãe costureira e pai instalador de toldos.
Cresceu a saber o que significa a privação. Era um rapaz normal, diz a mãe, Ruth
Priest, mas sempre focado e motivado.
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Queria mais do que os pais tinham. Por isso, depois de terminar o liceu, juntou um emprego a um curso no Strayer College. Os êxitos levavam a êxitos. Passou no exame e conseguiu trabalho como gestor de auditorias numa empresa de contabilidade, a Lucas and Tucker, onde diz que recebia um salário anual de 50 mil dólares (42 mil euros), o que na altura era muito dinheiro.
Mas não ficou por ali. Foi para a University of Maryland tirar o curso de Economia. E, ainda antes de se licenciar, apresentou uma candidatura a Harvard — e foi aceite.
“Parecia que a cada dois anos eu ficava a saber que tinhas subido mais um patamar”, escreveu E. Burns McLindon, um gestor importante de Bethesda, no Maryland, que foi
professor de Postell em Strayer, numa carta que ele emoldurou. Foi em Strayer
que recebeu o Prémio Aluno de Excelência. “O teu caso”, escreveu McLindon,
que morreu em 2012, “serve de verdadeiro exemplo aos nossos jovens de hoje
para que encontrem dentro deles determinação e ambição para ter sucesso”.
Folhear o livro online do ano de 1979 da Harvard Law School é um exercício
semelhante a ver “Antes de eles serem famosos”. Lá está John Roberts com uma
massa de cabelo. Lá está o sorridente Ray Anderson, que se tornou vice-presidente
executivo das operações de futebol da NFL (Liga Nacional). Lá está Thomas
Motley, 24 anos, activo na Associação de Estudantes Negros, de fato e gravata.
E lá está Alfred Postell. Tem 31 anos, mais velho do que a maioria, usa um bigode
bem cuidado e tem já entradas no cabelo. Tem o olhar de um homem bem
sucedido na vida. E que espera ainda muito mais.
O colega Marvin Bagwell, vários anos mais novo, lembra-se dele a chegar às aulas
de sobretudo e laço enquanto os outros se arrastavam, de olhos sonolentos.
“Havia nele uma dignidade muito discreta”, diz Bagwell, agora vice-presidente
de uma grande empresa de seguros. “Era brilhante e conseguia fazer perguntas
introspectivas que iam ao âmago da questão.”
O mesmo sentimento foi expresso por outros cinco colegas. “Trabalhava com muito
afinco e era extremamente disciplinado”, comenta Piper Kent-Marshall, há muito conselheiro da Wells Fargo. E vestia-se imaculadamente e cheio de aprumo. “Não me espantaria se alguém me dissesse que fazia manicure”, comentou outro colega de turma.
Por isso, os licenciados de Harvard ficaram tão surpreendidos quando souberam
do seu destino. Como é que este homem — tão articulado, tão elegante — acaba
numa existência invisível nas franjas da capital do país?
“É uma história incrivelmente trágica e triste”, diz Kent-Marshall, “porque na
Faculdade de Direito ele era um dos melhores alunos e um homem muito, muito,
muito inteligente e charmoso”.
Se houver pistas para o que terá precipitado a queda de Postell na esquizofrenia,
estão enterradas nos anos após a licenciatura, quando voltou a Columbia.
Aceitou um emprego num escritório que era então conhecido como Shaw Pittman
Potts & Trowbridge, um escritório respeitado que no ano anterior tentara sem
sucesso recrutar a futura juíza do Tribunal Supremo Sonia Sotomayor. Naqueles
anos, a empresa estava a expandir-se muito rapidamente. Quando Postell chegou,
segundo duas pessoas que trabalhavam lá na altura, ele era o único advogado negro do escritório. Devido à sua formação em Contabilidade, foi colocado na equipa fiscal e
rapidamente conheceu um jovem advogado chamado Frederick Klein. Foram
contratados com um ano de diferença. Ambos ganhavam 35 mil dólares. Klein
ficou impressionado com a forma como Postell se vestia. “Era muito urbano”,
diz Klein, que agora está no DLA Piper Global Law Firm. Era culto, atencioso,
discreto.
Postell era tão discreto que, na verdade, vários advogados que trabalharam na
Shaw Pittman não se lembravam de nada acerca dele. Klein e outros dois que
se recordavam não conseguiram, ou não quiseram, dizer porque é que poucos
anos depois de o ter contratado a empresa o deixou partir.
“Não fico muito confortável por estar a falar nisto”, comentou por email Martin
Krall, que chegou a ser sócio da Shaw Pittman. “Já foi há muito tempo, já não
sou sócio há mais de 20 anos e não tenho acesso aos arquivos do pessoal, se é
que ainda existem.”
Talvez o facto de poucos se lembrarem do que aconteceu a Postell seja aquilo
que trai a sua doença. A esquizofrenia assusta. Algumas pessoas, especialmente
as bem sucedidas como ele, conseguem esconder os sintomas durante meses.
Enquanto a vítima se retira da vida social e do trabalho, mergulhando no
isolamento, familiares, amigos e colegas podem nem sequer dar por nada.
E depois há um corte. Os psicólogos referem-se a este momento como “surto
psicótico” ou “primeiro surto”. É quando se quebra a ligação com a realidade
que a vida se divide nestas duas categorias distintas: antes e depois.
“Infelizmente, o declínio rápido não é invulgar”, afirma Richard Bebout, director
do Green Door, um centro de saúde mental que trabalha com sem-abrigo.
“Conheço pessoas que tiraram Medicina, fizeram a faculdade e licenciaram-se
com as melhores notas e, de repente, vêm-se abaixo. É como a história de John
Nash em Uma Mente Brilhante.”
A velocidade com que acontece pode deixar as famílias sedentas de respostas.
“Ele tinha todas aquelas coisas chiques, um bom barco que costumava velejar
por todo o lado”, diz uma familiar, LaTonya Sellers Postell. “Estava a viver uma
vida de ricos. E, de repente, foi-se abaixo. Ninguém sabe exactamente o que
aconteceu... Perdeu todos os seus bens materiais. É de loucos. Absolutamente
de loucos.”
Nem a sua mãe, de 85 anos, consegue explicar o que aconteceu. Um dia, uma
escuridão abateu-se sobre o filho, diz Priest. Não parava de dizer que ia ser preso.
Achava que a polícia estava atrás dele. E a seguir teve uma má separação da
mulher que amava. Pouco tempo depois, teve o seu surto psicótico.
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“Eu tinha medo”, conta a mãe. “Ele corria lá para baixo e eu perguntava: ‘O que se passa? O que se passa?’ E tentava abaná-lo um bocado para o trazer de volta. E ele começava a chorar... E desde então foi por aí abaixo, abaixo, abaixo.”
Quando achou que já não conseguia tratar dele, a mãe foi procurar uma pastora evangélica local, Marie Carter, que o acolheu em casa, em meados dos anos 1980.
A sua filha, agora com 60 anos, achou que Postell ficaria lá por algumas semanas ou meses. Mas ele ficou décadas, passando dias inteiros à frente da televisão ou vagueando por um
parque próximo, a ver as pessoas passar.
É estranho, como 30 anos passam depressa. A única marca que Postell deixou
no registo público durante esse período foi em forma de acusações criminais. Foi
acusado de roubo em 1989 pelo tribunal de Ocean City. Também teve outras
acusações menores na década de 1990. Mas, para além disso, foi um fantasma.
“Entras numa empresa, tens prestígio”, diz Postell. “E quando perdes essa posição
é como um suicídio. É o fim. É a atrofia. Ou, como diz um contabilista, é para se
tornar obsoleto. Sabes o que isso quer dizer? Obsolescência. Para além da tua vida
útil. Eu estava para lá da minha vida útil.”
Postell ficou à deriva. Todos os dias passava pelas mesmas montras. Uma delas
era a loja de café Avondale — até ser barrado pelo dono, levando à sua detenção
em Abril de 2014. Postell acabou por ir parar ao Brawner Building, na Baixa.
A polícia prendeu-o lá por duas vezes, acusando-o de invasão de propriedade
privada. Alegações que, ao fim de 30 anos, levarão Postell a encontrar-se
novamente com Thomas Motley.
Depois de se licenciar em Harvard, Motley foi trabalhar para a Steptoe & Johnson,
um importante escritório de advogados em Washington. Depois, tornou-se
delegado federal do Ministério Público, até ser nomeado pelo Presidente Bill
Clinton.
No dia em que Motley ficou frente a Postell, o sem-abrigo não o reconheceu.
Tinham passado demasiados anos. Mas diria mais tarde que se lembrava de
Motley nas aulas. (Mas não se lembra do presidente do Supremo, Roberts.)
Em Junho, foi ilibado de umas das acusações de entrada ilegal. Outra foi retirada.
E assim passa novamente a maioria dos dias no edifício Brawner, perto da
Farragut Square. Rhett Rayos, o gerente do edifício, diz ter esperança de que
Postell “receba o apoio e serviços que precisa”.
E há esperança. A equipa de saúde mental da Green Door começou a trabalhar
com ele, tal como a Pathways to Housing, outra organização que ajuda
sem-abrigo. A mãe tentou juntar algum dinheiro para o tirar da rua.
Mas nada disso parece interessá-lo quando numa manhã recente está sentado
sozinho à porta do Brawning Building. Tem espalhados jornais aos pés. Agarra
num.
“O jornal usou o termo ‘troglodita’”, diz. “Troglodita: Homem das grutas.”
Depois, perde-se nas suas memórias. “Vivi num prédio de apartamentos na
Presidential Towers. Poderia ser considerado um homem das grutas. Tinha
varanda. Uma varanda no último andar. Um apartamento no último andar
das Presidential Towers. Podia ser considerado um homem das cavernas.”
Tricolor chegou aos 44 pontos e está a dois do Bahia, que abre a zona de acesso. Enquanto isso, Vovô segue longe de deixar o Z-4 da Série B do Brasileiro.
O Santa Cruz não foi avassalador, mas fez o suficiente para vencer o Ceará por 2 a 1, na Arena Pernambuco e se aproximar ainda mais do G-4. Contra um Vozão jogando para fugir do rebaixamento, os tricolores acabaram sendo mais eficientes para ficar com os três pontos. Mas não foi fácil. Após sair na frente, com Grafite, e ver o Alvinegro empatar, com Ricardinho, - e pressionar - a Cobra Coral mostrou que entrou de vez na luta pelo acesso e, aos 41 minutos, Vítor usou a cabeça para dar a vitória ao time de Marcelo Martelotte.
Com a vitória, o Santa Cruz chega aos 44 pontos e assume a 5ª posição da Série B, com dois pontos a menos que o Bahia. Já o Ceará, segue em 17º com os mesmos 25 pontos e tentando sair do Z-4. As equipes voltam a jogar no às 16h30 do próximo sábado. O Tricolor vai até São Luís do Maranhão, onde enfrenta o Sampaio Corrêa. Já o Vovô, recebe o Oeste.
Gafrite volta marcar e ajuda Santa a chegar aos 44 pontos (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
O técnico Marcelo Martelotte surpreendeu ao colocar o atacante Nathan no jogo. Ele não atuava há mais de dois meses e parece ter pego o Ceará desprevenido. Foram dele as primeiras chances do Santa. Aos 10, chutou de fora da área para boa defesa de Luís Carlos. No minuto seguinte teve a principal chance ao ficar frente a frente com Luis Carlos e chutar por cima do goleiro. O Tricolor foi melhor em campo, mas entrou pouco na área do Vozão. Assustou mais em chutes de fora da área com João Paulo e Daniel Costa. Enquanto isso, o Alvinegro pouco fez. Ricardinho tentou uma finalização de fora da área, mas foi de Wescley a principal chance ao aproveitar uma falha da defesa e isolar a bola num chute quase na pequena área.
Apesar de ter sido melhor no primeiro tempo, o Santa Cruz teve dificuldades de entrar na área do Ceará e elas persistiram na segunda etapa. Mas, aos oito minutos, Lelê foi derrubado na área por Tiago Cametá e Grafite abriu o placar na cobrança do pênalti. A tendência era o jogo se tornar mais tranquilo para o Santa, mas na prática isso não aconteceu. Ricardinho começou a ter mais liberdade e chutou forte para uma defesa de Tiago Cardoso aos 21 minutos. No escanteio, ele pegou o rebote e voltou a arriscar de longe. E desta vez a bola entrou.
O empate fez o jogo crescer. O Santa tentou se lançar mais ao ataque e o Ceará aproveitar os contra-ataques. E num desses, aos 27 minutos, Júlio César entrou sozinho na área e chutou para o gol. Só que Mazola, em posição de duvidosa, tocou na bola e fez com que o juiz anulasse o gol da virada. Ele ficou no quase novamente aos 33, quando Rafael Costa chutou para nova defesa de Tiago Cardoso, mas foi o Santa que fez o segundo. Já na reta final do jogo, Allan Vieira foi até a linha de fundo e achou o outro lateral, Vítor, sozinho na área para marcar o gol da vitória.
Decisão ocorre semanas antes de troca do equipamento ser exigida. Desde o fim de 2014, novo tipo de extintor sumiu de lojas e preço subiu.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu em reunião nesta quinta-feira (17) que o uso do extintor de incêndio em carros, caminhonetes, camionetas e triciclos de cabine fechadas, será opcional, ou seja, a falta do equipamento não mais será considerada infração nem resultará em multa.
A entidade justifica que os carros atuais possuem tecnologia com maior segurança contra incêndio e, além disso, o despreparo para o uso do extintor poderia causar mais perigo para os motoristas.
O fim da obrigatoriedade do extintor para carros começará a valer a partir da publicação da resolução, o que deverá ocorrer nos próximos dias, diz o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Desde 1970, rodar com veículos sem o equipamento ou com ele vencido ou inadequado é considerado infração grave, com multa de R$ 127,69 e mais 5 pontos na carteira de motorista.
O Brasil é um dos pouco países que obrigava automóveis a ter o extintor. Nos Estados Unidos e na maioria das nações europeias não existe a obrigatoriedade.
O equipamento continua sendo exigido no país apenas para caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis.
Extintor do tipo ABC ia ser exigido a partir de outubro
Muita gente trocou o extintor
A medida foi anunciada pouco antes de começar a valer a obrigatoriedade dos extintores do tipo ABC, previsto para 1° de outubro. O Contran havia decidido pelo uso desse tipo de equipamento porque ele combate o fogo em mais tipos de materiais do que o do tipo BC, que equipava carros até alguns anos atrás.
Exigência de troca de extintor pelo tipo ABC levou a correria às lojas, falta do produto e denúncias de preços exorbitantes e de fraude
A exigência da troca começaria a valer em 1º janeiro deste ano e provocou correria às lojas no fim do ano passado, resultando em falta do produto e denúncias de preços exorbitantes e de venda de equipamentos vencidos "maquiados" como novos.
Houve novos adiamentos, para que as fabricantes conseguissem aumentar a produção e atender à demanda, mas o extintor continuou em falta em diversas cidades.
Depois da quarta e última prorrogação, o Contran realizou reuniões e ouviu que era necessário um prazo maior, de cerca de 3 a 4 anos, para atender à demanda. Porém, segundo o presidente do conselho, essa justificativa já estava sendo dada pelas indústrias há 11 anos.
A decisão repercutiu nas redes sociais e é comparada à do kit de primeiros socorros, que passou a ser obrigatórios nos carros em 1998 e, no ano seguinte, a exigência foi derrubada.
O que diz o Contran
"A mudança na legislação ocorre após 90 dias de avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos", diz a nota do Contran. Segundo o órgão, o uso do extintor sem preparo representa mais risco ao motorista do que o incêndio em si. E o Contran citou a baixa incidência de incêndios entre o volume total de acidentes com veículos, e um número menor ainda de pessoas que dizem ter usado o extintor.
De acordo com o Contran, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) informou que dos 2 milhões de sinistros em veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total, apenas 24 informaram que usaram o extintor, equivalente a 3%.
Autoridades consideram que falta de treinamento e despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio, diz nota do Contran
Estudos e pesquisas realizadas pelo Denatran constataram que as inovações tecnológicas introduzidas nos veículos resultaram em maior segurança contra incêndio, afirma a nota.
Entre as quais, o corte automático de combustível em caso de colisão, localização do tanque de combustível fora do habitáculo dos passageiros, flamabilidade de materiais e revestimentos, entre outras.
Segundo o próprio conselho, as autoridades consideram que falta de treinamento e despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram mais risco de danos à pessoa do que o próprio incêndio. "Além disso, nos 'test crash' realizados na Europa e acompanhados por técnicos do Denatran, ficou comprovado que tanto o extintor como o seu suporte provocam fraturas nos passageiros e condutores”, explica o presidente do conselho.
Fila para comprar extintor tipo ABC em loja de Jacareí, SP, em março deste ano (Foto: TV Vanguarda)
http://g1.globo.com/carros/noticia/2015/09/extintor-em-carro-deixara-de-ser-obrigatorio.html Data; 17/09/2015 14h07 - Atualizado em 17/09/2015 17h23
Jogador já está a dez gols de alcançar Romário, quarto maior goleador da história da Seleção. Aos 23, ele balançou a rede com a camisa amarelinha 46 vezes
Foram apenas 55 minutos nos dois amistosos disputados pela Seleção nos Estados Unidos, contra a Costa Rica e os donos da casa. O suficiente para o atacante Neymar marcar duas vezes com a amarelinha. Após 67 jogos pelo Brasil, o jogador marcou 46 gols, ficando a dez de Romário, o quarto maior goleador da história da equipe nacional. E o camisa 10 não para de bater recordes e de se aproximar de marcas cada vez mais impressionantes defendendo o time brasileiro.
- A seleção sempre teve muitos jogadores de qualidade. Nunca foi de um cara só. Dou os parabéns a todos os jogadores que estão jogando muito bem e representaram o Brasil muito bem nesses dois amistosos.
A cada partida, Neymar vai fazendo história na seleção brasileira (Foto: Leo Correa / MoWA Press)
Pelé é o líder de artilheiros, com 95 gols. Mas se depender do retrospecto de Neymar, a marca do Rei do Futebol tem tudo para ser quebrada em 2020, quando o craque estiver com 28 anos. E o técnico Dunga acredita que o jogado poderá atingir tal feito e vai além:
- Ele vai bater o recorde de gols. Assino aqui e aposto com qualquer um, mas quero fazer uma aposta diferente com ele. Para ser campeão do mundo. Vai bater Pelé – disse em entrevista recente ao Sportv.
Com apenas 23 anos, Neymar alcançou a marca de 46 gols. Na mesma idade, os outros jogadores que estão à frente dele na lista de maiores goleadores da história da Seleção passaram longe desse feito. Zico, por exemplo, não havia balançado a rede quando tinha a mesma faixa do craque do Barcelona e do time nacional.
Os números de Neymar aos 23 anos impressionam (Foto: GloboEsporte.com)
- Estou aqui para ajudar. O meu negócio é estar em campo, marcando os gols e ajudando. Quero sempre estar à disposição do meu treinador.
Para os dois primeiros jogos das eliminatórias, contra Chile, no dia 8 de outubro, em Santiago, e diante da Venezuela, no dia 13, em Fortaleza, Neymar estará fora da Seleção. Suspenso pela Conmebol, o atleta não poderá participar dos amistosos. Apesar disso, a CBF entrou com recurso no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) e ainda aguarda uma resposta até a convocação, no dia 17 de setembro.
- Estou aí. Torcendo para que eu possa jogar. Tem pessoas que trabalham nisso e podem tentar diminuir alguma coisa. Tomara que eles possam mudar essa pena e eu possa ajudar a Seleção.
Caso não possa entrar em campo, Neymar crê que Dunga tenha encontrado o substituto ideal para o início das eliminatórias.
- A Seleção tem grandes jogadores que podem suprir qualquer ausência. O Douglas Costa vem jogando bem não só no clube, mas na Seleção. Ao lado do Marcelo, ele tem jogado bem e espero que ele continue assim.
Na conversa com os jornalistas, Neymar também revelou para quem foi a comemoração simulando uma gravidez e o dedo polegar na boca.
- Foi para o Bernardo. É o filho de um amigão meu que nasceu tem poucos dias – contou o jogador, referindo ao filho do amigo Guilherme Pitta.
O jogador ainda falou do retrospecto recente da Seleção. Com Dunga, o Brasil jogou 16 vezes, venceu 14, perdeu uma e empatou outra. A única derrota aconteceu na Copa América, na fase de grupos, para a Colômbia (1 a 0). Foi a mesma partida em que o craque acabou expulso e, posteriormente, suspenso pela Conmebol com quatro partidas.
- Quando tem um resultado que não é o que buscamos, de derrota, acaba encobrindo algumas qualidades. É uma seleção que precisa ser bem trabalhada, ter mais afinidade um com outro e tem muita coisa boa nessa seleção.
Por fim, Neymar vibrou com o primeiro gol da Rafael Alcântara pela Seleção. O jogador é seu companheiro no Barcelona e foi chamado por Dunga pela primeira vez para defender a equipe principal.
- Espero que seja o primeiro de muitos.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2015/09/com-numeros-notaveis-neymar-diz-selecao-nao-e-de-um-cara-so.html Data: - Atualizado em
O smartphone brasileiro Quantum Gocomeçou a ser vendido na última quarta-feira por preços que variam de R$ 699 a R$ 899. O produto é fabricado pela Quantum, uma empresa ligada à Positivo Informática. Os consumidores poderão escolher entre os modelos com 16 GB por R$ 699; 32 GB por R$ 799; e 4G e 32 GB por 899. Este último é o top de linha, com direito a internet de quarta geração.
Os preços dos aparelhos seguem a estratégia de venda da marca que valoriza o “menos é mais”. Inspirada na chinesa Xiaomi, a ideia da equipe foi de acabar com intermediários para a venda de seus celulares. Eles baratearam o produto no meio do caminho.
Quantum, nova unidade de negócios da Positivo, lança seu primeiro smartphone (Foto: Leonardo Ávila / Techtudo)
Desde a meia-noite, o Quantum Go é vendido no site oficial e nas lojas online Shoptime e Submarino. A aposta na venda por meios digitais é tão intensa que até mesmo nos 20 quiosques físicos da Quantum – espalhados por 16 cidades do país – os clientes precisam acessar a internet para comprar o celular.
Quanto aos detalhes do aparelho em si, não há grandes novidades: trata-se de um smartphone dual-chip com tela AMOLED de 5 polegadas e resolução HD (1280 x 720 pixels), CPU octa-core de 64 bits a 1,3 GHz (MediaTek MT6753), processador Mali-T720 de 450 MHz e memória DDR3 de 2GB. Tudo funciona com o sistema operacional Android 5.1 Lollipop.
O design do Quantum Go recebeu grande destaque durante o evento. Pesando 115 gramas, o celular tem espessura de 6,5 mm. Para efeito de comparação, é 14 g mais leve e 0,4 mm mais "magro" que o iPhone 6. O acabamento metalizado e o layout de botões minimalistas fecham o pacote. A empresa ainda vende uma série de capinhas com duas cores.
Detalhe da traseira do Go (Foto: Leonardo Ávila / Techtudo)
Além disso, o Quantum Go conta com câmera traseira de 13 megapixels e frontal de 5 megapixels com abertura de 84°, desenvolvida especialmente para quem não quer sacrificar a paisagem ao tirar selfies. O celular tem opções 3G e 4G, e, no segundo caso, é compatível com frequências de 1800, 2600 e 700 MHz. Há ainda rádio FM e sintonizador de TV digital.
O aparelho é competitivo para sua faixa de preço. A dúvida que fica está relacionada com a bateria de 2.300 mAh. A equipe da Quantum não informou o tempo de autonomia com o celular em uso, mas ressaltou que a presença do Android Lollipop e a tela AMOLED auxiliam na economia de bateria.
Há uma opção para entrar em modo preto e branco quando restar apenas 15% de carga disponível. Segundo a Quantum, seu acionamento pode diminuir em 20% o consumo de energia. Vale lembrar que a tela AMOLED não usa luz ao exibir pixels da cor preta.
O sistema operacional recebeu poucas mudanças visuais, o que colabora com o look minimalista (Foto: Leonardo Ávila / Techtudo)
Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/09/quantum-go-e-o-smartphone-brasileiro-com-preco-para-peitar-xiaomi.html. Data: 04/09/2015 14h54 - Atualizado em 04/09/2015 14h5
Sem clube há quatro meses, atacante revela ansiedade por retornar a jogar, mas garante que não pretende voltar ao Santa Cruz, onde é idolatrado pela torcida.
Na entrada da casa, um encarte ligando o nome a um show de brega é um dos poucos indícios dos tempos em que fazia mais de 50 mil pessoas gritarem seu nome. Na sala, que fica na comunidade de Chão de Estrelas, zona norte do Recife, uma pequena estante com quatro medalhas, enferrujadas. Lembranças dos tempos em que defendeu o Santa Cruz. Após quatro meses longe dos gramados, isso é o que restou do “fenômeno” Flávio Caça Rato. Idolatrado pela torcida do Santa Cruz, a quem deu o título da Série C 2013, além dos Estaduais de 2012 e 2013, e fruto da decepção dos torcedores do Remo, por onde jogou sete jogos e marcou apenas um gol, o folclórico atacante vive dias de ostracismo.
Sem propostas oficiais e tentando manter-se na mídia, Caça-Rato mantém o discurso otimista e tenta, sem muito sucesso, não transparecer a angústia por ter interrompido, por falta de pagamento, o contrato com o Remo. Ao lado da esposa, Daiana dos Santos, e dos filhos, Flávio Augusto e Fabrício, ele garante não se arrepender de ter saído do Tricolor.
- Não me arrependo de ter deixado o Santa Cruz. Fiz história lá, mas não quero ficar marcado como jogador de um único clube. Quero ser conhecido jogando em campeonatos Carioca, Paulista e em outros clubes. Tenho vontade para voltar ao Santa Cruz, mas para encerrar a carreira ou algo do tipo.
Há quatro meses longe dos gramados, Caça-Rato começa a sentir os efeitos do ostracismo. Longe dos holofotes e, principalmente, sem renda mensal, o atacante diz que a vontade de voltar a jogar começa a o incomodar.
- Sinto saudade de jogar. Queria fazer o que gosto, ver a torcida gritar o meu nome e, principalmente, poder ajudar a minha família. Tenho dois filhos e preciso cuidar deles. Não quero acertar com qualquer clube, minha ideia é ir para um time que possa me dar condições de cuidar da minha família.
O receio do jogador tem um motivo. Contratado como estrela pelo Remo, no início da temporada, Caça-Rato garante ter deixado o clube por motivos financeiros e disse ter sido despejado do Hotel em Belém, por falta de pagamento.
- Me arrependo muito de ter ido para o Remo. Quando cheguei lá, o presidente do clube disse que o que ele esperava de mim era que eu fizesse um gol no Paysandu. Eu pensei: Só isso?. Como o presidente de um clube não pensa no time dele, que não disputa nenhuma divisão e fica querendo se preocupar com o Paysandu, que está com a vida feita? Vi que a mentalidade era pequena. Depois disso, eles não me pagaram o que me prometeram. Você prometer pagar R$ 50 mil quando não tem nem R$ 5 mil para pagar salário. Fiquei quatro meses sem receber e cheguei a ser despejado do hotel, porque o clube também não pagava. Como eu era amigo dos funcionários, eles me deixaram pegar minhas coisas. Mas isso foi definitivo para eu sair de lá.
Extrovertido, Caça-Rato soube tirar proveito do lado folclórico. Fez ensaio fotográfico, virou inspiração para música e chegou até mesmo a ser “ator” em clipe de bandas de brega, ritmo que embala a periferia recifense. O lado brincalhão, no entanto, começa a atrapalhar a vida esportiva do atacante. Mesmo treinando diariamente em uma academia próxima a casa onde reside, o jogador afirma que a proximidade com os músicos da periferia fez com que ele fosse taxado como “baladeiro”.
- Às vezes, as pessoas me olham gravando clipe de brega ou indo aos shows e acham que sou problemático. Apareço em clipe de brega é para ajudar o pessoal. Essas bandas são bandas da comunidade e não posso virar as costas. Assim como Neymar grava pagode, no Rio. Sou um cara que gosta de ajudar e isso, às vezes, acaba me prejudicando. Pode ser ruim para minha imagem, mas nunca vou deixar de ser assim. Isso sou eu. Não adianta querer mudar agora. As pessoas falam que aqui (Chão de Estrelas) só tem traficante, mas não é verdade. Pode sair jogador, também.
Tanto tempo de inatividade fez crescer no atleta o receio de não voltar a atuar em 2015. A apreensão, no entanto, não consegue afastar o otimismo do jogador, que garantiu ter propostas concretas para voltar aos gramados.
- Não adianta se desesperar. Isso é uma fase ruim e não é o pior que já passei. Enfrentei coisas piores e conseguir vencer e não será isso que acabará com Caca-Rato. Tenho propostas e devo acertar na próxima semana. Estava tentando algo para fora do país, pois tinha o sonho de jogar na Europa, mas não deu certo. Agora, tenho oferta de quatro clubes e devo acertar em breve. Logo, logo Caça-rato volta a fazer gol.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/pe/noticia/2015/09/da-fama-ao-ostracismo-sem-emprego-flavio-caca-rato-tenta-renascer.html Data: - Atualizado em